Acupunturista e Fisioterapeuta
Seu corpo. Sua saúde. Sua jornada.
A perda involuntária de urina é uma condição que afeta milhões de brasileiros, tanto homens quanto mulheres. No entanto, ainda existe um silêncio perigoso e muito preconceito em torno desse assunto. Como fisioterapeuta com 17 anos de experiência na área da geriatria, ouço com frequência: "Doutora, achei que isso fazia parte do envelhecimento".
Hoje, vamos quebrar esse mito. A incontinência urinária pode até ser comum, mas ela definitivamente não é normal.
O que é o Assoalho Pélvico?
Para entender a incontinência, precisamos falar da nossa "base". O assoalho pélvico é um grupo de músculos, tendões e ligamentos que funciona como uma rede de sustentação. Ele mantém no lugar a bexiga, os intestinos e o útero (ou a próstata, nos homens).
Além de sustentar os órgãos, esses músculos controlam a abertura e o fechamento da uretra. Quando essa rede perde força ou coordenação, os escapes acontecem.
Os Tipos Mais Comuns de Incontinência
Nem toda perda de urina é igual. Identificar o tipo é o primeiro passo para o tratamento correto:
Por que isso acontece?
As causas variam, mas as mais frequentes envolvem:
A Solução:
Infelizmente, muitas pessoas acham que a solução é apenas "remediar" usando protetores. Mas o tratamento real passa pela reabilitação:
1. Fisioterapia Pélvica
É a especialidade que atua diretamente no fortalecimento dessa "rede". Com exercícios específicos, como os de Kegel, devolvemos a força, a coordenação e a consciência corporal ao paciente. Muitas vezes, o músculo não está apenas fraco, ele está "esquecido".
2. A Visão da Acupuntura (Medicina Tradicional Chinesa)
Como acupunturista, trabalho o equilíbrio energético. Para a medicina chinesa, o Rim e a Bexiga trabalham juntos como nosso reservatório vital. Quando a energia do Rim está baixa, o controle dos esfíncteres fica comprometido. A acupuntura ajuda a tonificar essa energia, acalmar o sistema nervoso e reduzir a ansiedade que agrava a urgência urinária.
Conclusão: Retome sua Qualidade de Vida
Não aceite viver com medo de rir ou de sair de casa. A incontinência urinária tem tratamento e, na maioria das vezes, ele é conservador e sem cirurgias.
O primeiro passo é quebrar o silêncio. Fale com seu médico urologista ou ginecologista e procure um fisioterapeuta especializado.
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